{"id":517,"date":"2023-04-26T18:47:35","date_gmt":"2023-04-26T21:47:35","guid":{"rendered":"https:\/\/balletempaginas.com\/?p=517"},"modified":"2023-04-26T18:56:59","modified_gmt":"2023-04-26T21:56:59","slug":"livro-a-sapatilha-que-mudou-meu-mundo-ingrid-silva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/balletempaginas.com\/en\/livro-a-sapatilha-que-mudou-meu-mundo-ingrid-silva\/","title":{"rendered":"Quem \u00e9 Ingrid Silva?"},"content":{"rendered":"<h2>Livro: &#8220;A Sapatilha que Mudou Meu Mundo&#8221;, de Ingrid Silva<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\" https:\/\/amzn.to\/3L4uqiu\"><img loading=\"lazy\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/a-sapatilha-que-mudou-meu-mundo-ingrid-silva-livro-capa-683x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-518\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/a-sapatilha-que-mudou-meu-mundo-ingrid-silva-livro-capa-683x1024.jpg 683w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/a-sapatilha-que-mudou-meu-mundo-ingrid-silva-livro-capa-200x300.jpg 200w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/a-sapatilha-que-mudou-meu-mundo-ingrid-silva-livro-capa-768x1152.jpg 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/a-sapatilha-que-mudou-meu-mundo-ingrid-silva-livro-capa-8x12.jpg 8w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/a-sapatilha-que-mudou-meu-mundo-ingrid-silva-livro-capa.jpg 907w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Hoje o post \u00e9 sobre nada mais, nada menos, que o <strong class=\"inserted\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/gp\/bestsellers\/books\/7841369011\/ref=zg_b_bs_7841369011_1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">livro mais vendido<\/a><\/strong> na categoria de Dan\u00e7a da Amazon Brasil!<\/p>\n\n\n\n<p><em class=\"inserted\"><a href=\"https:\/\/amzn.to\/3LgQZRf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Sapatilha que Mudou meu Mundo<\/a><\/em> \u00e9 a autobiografia de <strong>Ingrid Silva<\/strong>, bailarina brasileira que atualmente \u00e9 primeira bailarina na <em>Dance Theatre of Harlem<\/em>, em Nova Iorque.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa narrativa clara e direta, Ingrid relata a incr\u00edvel trajet\u00f3ria que a tornou uma bailarina profissional numa companhia de dan\u00e7a renomada, e como o<strong> apoio da fam\u00edlia<\/strong> foi essencial para sua ascens\u00e3o na carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser uma mulher negra, a hist\u00f3ria de Ingrid Silva cont\u00e9m tristes epis\u00f3dios de <strong>racismo<\/strong>. Seus relatos colocam luz a um problema que ainda precisa ser enfrentado, especialmente no mundo do ballet.<\/p>\n\n\n\n<p>Ingrid tamb\u00e9m revela um pouco de sua experi\u00eancia com a <strong>maternidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja um breve resumo a seguir.<\/p>\n\n\n\n<h2>&#8220;Me descobri na dan\u00e7a&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<p>Conquistar o posto de primeira bailarina na <em>Dance Theatre of Harlem<\/em>, cargo que hoje ocupa, \u00e9 um sonho que nunca havia passado pela cabe\u00e7a de Ingrid Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde que Ingrid era pequena, sua m\u00e3e a matriculava em v\u00e1rios esportes (nata\u00e7\u00e3o, futebol, basquete, gin\u00e1stica art\u00edstica, capoeira, artes marciais&#8230;), a fim de ampliar suas chances no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, quando um vizinho comentou que haveria um<strong> teste de ballet<\/strong> na Vila Ol\u00edmpia da Mangueira, a m\u00e3e de Ingrid n\u00e3o titubeou e a inscreveu.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img loading=\"lazy\" width=\"819\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-foto-angela-zaremba-819x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-519\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-foto-angela-zaremba-819x1024.jpg 819w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-foto-angela-zaremba-240x300.jpg 240w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-foto-angela-zaremba-768x960.jpg 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-foto-angela-zaremba-10x12.jpg 10w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-foto-angela-zaremba.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><figcaption>Bailarina Ingrid Silva. Foto: Angela Zaremba<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ingrid tinha apenas 8 anos de idade quando passou no teste do <strong class=\"inserted\"><a href=\"http:\/\/www.dpnd.org\/conheca-a-dpnd\/o-projeto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Projeto Dan\u00e7ando Para N\u00e3o Dan\u00e7ar<\/a><\/strong>. Na \u00e9poca, ela encarou o ballet apenas como mais uma atividade. Por\u00e9m, aos poucos, Ingrid se encantou com a dan\u00e7a. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large\"><p>&#8220;<em>A dan\u00e7a foi entrando na minha vida de maneira org\u00e2nica. Nunca sonhei em ser bailarina, por isso sempre falo que<\/em><strong><em> a dan\u00e7a me escolheu<\/em><\/strong>&#8220;.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Aos 11 anos, Ingrid fez uma audi\u00e7\u00e3o na<strong class=\"inserted\"> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mariaolenewa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Escola Estadual de Dan\u00e7a Maria Olenewa<\/a><\/strong>, onde dan\u00e7ou por 5 anos. Logo depois, ingressou no <strong><a href=\"https:\/\/www.cmdc.art.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro de Movimento Deborah Colker<\/a><\/strong> e, aos 17 anos, foi estagi\u00e1ria na companhia do <strong><a href=\"https:\/\/grupocorpo.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Grupo Corpo<\/a><\/strong>, em Belo Horizonte.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se v\u00ea, Ingrid levou a s\u00e9rio sua paix\u00e3o \u00e0 segunda vista pelo ballet e formou uma base s\u00f3lida em renomadas escolas e companhias brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<h2><em>Dance Theatre of Harlem<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p>Quando tinha quase 18 anos de idade, Ingrid almejava uma oportunidade para dan\u00e7ar fora do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi <strong>Beth\u00e2nia Gomes<\/strong>, a primeira brasileira a integrar a companhia do <em>Dance Theatre of Harlem<\/em> como primeira bailarina, quem sugeriu a Thereza Aguilar, a diretora do Projeto Dan\u00e7ando Para N\u00e3o Dan\u00e7ar, que Ingrid enviasse um v\u00eddeo de audi\u00e7\u00e3o para Nova Iorque.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre mais de 200 concorrentes, Ingrid foi selecionada para o curso de ver\u00e3o da <em>Dance Theatre of Harlem<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, uma vez em Nova Iorque, Ingrid ainda teve de passar por uma audi\u00e7\u00e3o <strong>presencial<\/strong> com <strong>Arthur Mitchell<\/strong>, o fundador da companhia e primeiro afro-americano a assumir o posto de bailarino principal no <em>New York City Ballet<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ver que Ingrid dan\u00e7ava de cabe\u00e7a baixa, muito t\u00edmida, Mitchell a corrigiu em tom de amea\u00e7a: <em>&#8220;se voc\u00ea n\u00e3o levantar a cabe\u00e7a e se impor, te mando de volta pro Brasil!&#8221;<\/em>. Ingrid prontamente obedeceu e Mitchell aprovou. Ingrid passou na audi\u00e7\u00e3o e ganhou uma bolsa de estudos na companhia.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Ingrid-Silva-Francis-Lawrence-foto-Judy-Tyrus-683x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-520\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Ingrid-Silva-Francis-Lawrence-foto-Judy-Tyrus-683x1024.jpg 683w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Ingrid-Silva-Francis-Lawrence-foto-Judy-Tyrus-200x300.jpg 200w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Ingrid-Silva-Francis-Lawrence-foto-Judy-Tyrus-768x1152.jpg 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Ingrid-Silva-Francis-Lawrence-foto-Judy-Tyrus-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Ingrid-Silva-Francis-Lawrence-foto-Judy-Tyrus-1365x2048.jpg 1365w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Ingrid-Silva-Francis-Lawrence-foto-Judy-Tyrus-8x12.jpg 8w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Ingrid-Silva-Francis-Lawrence-foto-Judy-Tyrus-scaled.jpg 1707w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><figcaption>Bailarinos Ingrid Silva e Francis Lawrence. Foto: Judy Tyrus<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h2>Resili\u00eancia, foco e dedica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Quem v\u00ea a hist\u00f3ria profissional de Ingrid Silva pode ter a falsa impress\u00e3o de que bastou o talento e a sorte para ela chegar onde chegou. Mas, na verdade, como qualquer outra pessoa, Ingrid teve <strong>muitos altos e baixos<\/strong> na carreira.<\/p>\n\n\n\n<h3>Inseguran\u00e7a<\/h3>\n\n\n\n<p>Houve momentos em que Ingrid pensou em <strong>desistir<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, viver num pa\u00eds diferente, sem falar o idioma local, j\u00e1 era um desafio enorme. Segundo, Nova Iorque \u00e9 uma cidade car\u00edssima. Mesmo com o sal\u00e1rio da companhia, de 300 d\u00f3lares por semana, o dinheiro era pouco, considerando os gastos b\u00e1sicos com comida, transporte, moradia e os gastos com o ballet. Terceiro, na \u00e9poca que Ingrid passou a residir fora, a comunica\u00e7\u00e3o com a fam\u00edlia dependia de um telefone p\u00fablico ou do MSN (quem \u00e9 das antigas, sabe).<\/p>\n\n\n\n<p>Com todos esses fatores, somados ao fato de que Ingrid tinha poucos amigos na companhia e se sentia estagnada na carreira, Ingrid resolveu desabafar numa liga\u00e7\u00e3o \u00e0 sua m\u00e3e: disse que queria <strong>retornar ao Brasil<\/strong>. Ap\u00f3s uma breve pausa e com firmeza na voz, sua m\u00e3e respondeu: &#8220;seja forte&#8221;. Com essa dose de coragem, Ingrid mudou sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large\"><p><em>&#8220;Sou grata por essa liga\u00e7\u00e3o todos os dias&#8221;<\/em>.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h3>Press\u00e3o psicol\u00f3gica<\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma das passagens no livro, Ingrid narra a <strong>press\u00e3o psicol\u00f3gica<\/strong> que sofreu para permanecer na companhia jovem.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Arthur Mitchell deixou o cargo de diretor na <em>Dance Theatre of Harlem<\/em>, Virginia Johnson, que assumiu a dire\u00e7\u00e3o, demitiu v\u00e1rios bailarinos. Apenas 6 permaneceram, sendo que 3 deles &#8211; Ingrid inclusa &#8211; estavam em fase de teste. Ou seja, tamb\u00e9m poderiam ser mandados embora.<\/p>\n\n\n\n<p>Ingrid passou o ver\u00e3o todo fazendo aulas, a fim de demonstrar \u00e0 nova diretora que ela queria muito estar ali. Um dia, \u00e0s duas da madrugada, Ingrid foi parar no hospital, em fun\u00e7\u00e3o de uma <strong>crise nervosa<\/strong>. No dia seguinte, se decidiria a contrata\u00e7\u00e3o. Ingrid acabou recontratada, para seu al\u00edvio.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large\"><p><em>&#8220;Achei que fosse perder tudo (&#8230;). Jamais vou esquecer essa experi\u00eancia&#8221;.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h3>Les\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Outra passagem marcante no livro \u00e9 o relato de quando Ingrid sofreu uma <strong>les\u00e3o<\/strong> nas costas. Certa vez, durante um ensaio de <em>pas de deux<\/em>, a core\u00f3grafa Francesca Harper pediu que Ingrid se jogasse nos bra\u00e7os do seu par.<\/p>\n\n\n\n<p>Ingrid atendeu ao pedido. Por\u00e9m, seu par, al\u00e9m de inexperiente, tamb\u00e9m estava desconcentrado. Quando Ingrid se jogou, ele estava se olhando no espelho. Ingrid caiu no ch\u00e3o sentada, e machucou as costas. Ficou<strong> 2 meses sem dan\u00e7ar<\/strong>, fazendo fisioterapia.<\/p>\n\n\n\n<p>Felizmente, a les\u00e3o foi passageira, e Ingrid aprendeu uma li\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large\"><p>&#8220;<em>Percebi que tinha muito a agradecer e pouco a lamentar. Reclamamos demais \u00e0s vezes, meu acidente talvez tenha sido um sinal<\/em>&#8220;.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h2>Racismo<\/h2>\n\n\n\n<p>Lamentavelmente, a hist\u00f3ria de Ingrid \u00e9 bastante atrelada a epis\u00f3dios de <strong>racismo<\/strong>. Na escola, por exemplo, Ingrid sofria preconceito pelo cabelo crespo e pelo bumbum avantajado; levava esses epis\u00f3dios \u00e0 m\u00e3e, que a fazia denunciar para a professora e exigir que os outros colegas a tratassem com <strong>respeito<\/strong>. Nesse sentido, apesar de sofrer discrimina\u00e7\u00e3o, aprendeu a nunca se deixar abalar. Ingrid teve a sorte de aprender em casa a n\u00e3o internalizar eventos ruins.<\/p>\n\n\n\n<h3>O cabelo<\/h3>\n\n\n\n<p>Um fato interessante que Ingrid narra no livro \u00e9 que o racismo estrutural nunca a havia permitido usar seu cabelo de forma <strong>natural<\/strong>; desde crian\u00e7a, sempre fez permanente. Por\u00e9m, quando chegou a Nova Iorque, j\u00e1 adulta, Ingrid come\u00e7ou a se questionar por que suas colegas negras alisavam o cabelo ou usavam perucas.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo a tend\u00eancia local, Ingrid tamb\u00e9m alisava o cabelo todo m\u00eas, mas esse h\u00e1bito tinha um custo muito alto. Ent\u00e3o, <strong>com o apoio do marido<\/strong>, Ingrid resolver deixar seu cabelo natural. E, ao ver o resultado, se sentiu renascer.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large\"><p>&#8220;<em>Sua apar\u00eancia \u00e9 sua identidade. Siga sua jornada e se ame<\/em>&#8220;.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-black-power.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-521\" width=\"564\" height=\"705\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-black-power.jpg 564w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-black-power-240x300.jpg 240w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-black-power-10x12.jpg 10w\" sizes=\"(max-width: 564px) 100vw, 564px\" \/><figcaption>Bailarina Ingrid Silva. Foto: Alex Logaiski<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h3>Representatividade<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma das cenas mais marcantes na vida de Ingrid Silva foi ganhar sua primeira boneca <strong><em>Barbie<\/em> negra<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando era crian\u00e7a, estava acostumada a ver apenas <em>Barbies<\/em> brancas e loiras. Ali\u00e1s, suas refer\u00eancias na televis\u00e3o, revistas e novelas sempre foram de mulheres brancas. Ingrid se perguntava por que n\u00e3o havia uma boneca negra, ou at\u00e9 se n\u00e3o era <strong>normal <\/strong><em>ser<\/em> negra.<\/p>\n\n\n\n<p>Ingrid s\u00f3 teve a real dimens\u00e3o do impacto disso na sua vida quando tinha 19 anos. Num Natal em Nova Iorque, longe da fam\u00edlia, uma amiga lhe deu de presente uma <em>Barbie<\/em> negra. Ingrid ficou maravilhada. Consciente do quanto aquilo <strong>representava<\/strong>, Ingrid guardou a boneca para dar de presente para sua filha. Com sorte, ela aprenderia seu valor e que pertence ao espa\u00e7o que ocupa.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"930\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/barbie-negra-930x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-522\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/barbie-negra-930x1024.jpg 930w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/barbie-negra-273x300.jpg 273w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/barbie-negra-768x845.jpg 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/barbie-negra-11x12.jpg 11w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/barbie-negra.jpg 1363w\" sizes=\"(max-width: 930px) 100vw, 930px\" \/><figcaption>Holiday Barbie, 2008.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h2>Racismo na dan\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>O ambiente da dan\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 contaminado pelo racismo. Ingrid deixa claro isso no livro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes, o racismo que ocorre fora de sala de aula \u00e9 trazido para dentro do ballet:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large\"><p>&#8220;<em>N\u00e3o raro, n\u00f3s, professores de bal\u00e9, durante as aulas, ouvimos de algumas crian\u00e7as que elas n\u00e3o gostam da cor de sua pele, que n\u00e3o gostam de ser negras<\/em>&#8220;.*<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Outras vezes, por\u00e9m, o racismo ocorre dentro da sala de ballet &#8211; o que \u00e9 ainda pior. Conforme relatado pela autora, h\u00e1 professores, por exemplo, que perguntam a alunos negros se eles n\u00e3o querem fazer aula de dan\u00e7a contempor\u00e2nea, jazz ou hip-hop, por n\u00e3o enxergarem o negro como um <strong>bailarino cl\u00e1ssico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo da dan\u00e7a \u00e9 recheado de exig\u00eancias que buscam uma perfei\u00e7\u00e3o inalcan\u00e7\u00e1vel: saltos cada vez mais altos, piruetas em n\u00famero cada vez maior e com mais velocidade, <em>pas de deux <\/em>que arrancam l\u00e1grimas do p\u00fablico (&#8230;).<\/p>\n\n\n\n<p>Somado a isso, h\u00e1 uma rotina di\u00e1ria de se observar por inteiro no espelho, onde se analisa cada imperfei\u00e7\u00e3o do corpo: um p\u00e9 que poderia ser mais curvado, uma perna que poderia ser mais alta, um bra\u00e7o que poderia ser mais longo (&#8230;). Toda essa realidade j\u00e1 reivindica muito do emocional de um bailarino.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagine agora quando um bailarina n\u00e3o tem o apoio nem de seu professor, que deveria ser seu principal motivador, t\u00e3o somente porque ela \u00e9 <strong>negra<\/strong>: destroem-se sonhos e se desperdi\u00e7am grandes talentos antes mesmo de eles florescerem.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa realidade <strong>cruel <\/strong>e <strong>injusta <\/strong>precisa mudar.<\/p>\n\n\n\n<p>*veja na <a href=\"https:\/\/balletempaginas.com\/en\/entrevista-kamila-cidrim\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">entrevista com Kamila Cidrim<\/a> um relato parecido com esse.<\/p>\n\n\n\n<h2>A sapatilha que mudou o mundo<\/h2>\n\n\n\n<p>Um problema que Ingrid Silva enfrentou foram as sapatilhas e meias-cal\u00e7as cor-de-rosa. Historicamente, esses itens essenciais do ballet foram feitos em cor-de-rosa por ser a tonalidade mais pr\u00f3xima da pele branca, europeia. A ideia era a de que as pernas e p\u00e9s das bailarinas fossem visualmente um <strong>prolongamento do corpo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, tal como outras milhares de bailarinas hoje, Ingrid \u00e9 uma mulher de cor negra retinta e, at\u00e9 2018, n\u00e3o encontrava sapatilhas e meias no tom de sua pele.<\/p>\n\n\n\n<p>Na<em> Dance Theatre of Harlem<\/em>, havia uma tradi\u00e7\u00e3o de se <em>pintar<\/em> as meias e sapatilhas no tom correto da pele, desde quando a bailarina <strong>Aminah L. Ahmad,<\/strong> na d\u00e9cada de 1970, o fez. Apesar de ser revolucion\u00e1rio, esse costume estava longe de efetivamente <strong>solucionar<\/strong> o problema do racismo na dan\u00e7a. E, do ponto de vista pr\u00e1tico, Ingrid dispendia uma grande quantidade de tempo e dinheiro na pintura de meias e sapatilhas, que s\u00e3o, afinal, elementos b\u00e1sicos na vida de uma bailarina.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, Ingrid resolveu dar um basta. Entrou em contato com a fabricante de suas sapatilhas, <em>Freed of London<\/em>, e questionou se poderiam produzir um par de sapatilhas no tom de sua pele. A resposta foi positiva! Um ano depois, Ingrid conquistou as t\u00e3o almejadas sapatilhas &#8211; n\u00e3o apenas para si, mas para <strong>todas<\/strong> as bailarinas de pele negra.<\/p>\n\n\n\n<p>Um par das sapatilhas que Ingrid pintava se encontra atualmente no Museu Nacional de Arte Africana Smithsonian, nos Estados Unidos, como <strong>s\u00edmbolo <\/strong>de um passado de exclus\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/NMAAHC-5FB09AA30C2F2_4001-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-523\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/NMAAHC-5FB09AA30C2F2_4001-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/NMAAHC-5FB09AA30C2F2_4001-300x300.jpg 300w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/NMAAHC-5FB09AA30C2F2_4001-150x150.jpg 150w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/NMAAHC-5FB09AA30C2F2_4001-768x769.jpg 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/NMAAHC-5FB09AA30C2F2_4001-1534x1536.jpg 1534w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/NMAAHC-5FB09AA30C2F2_4001-12x12.jpg 12w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/NMAAHC-5FB09AA30C2F2_4001-800x800.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Sapatilha pintada de Ingrid Silva, em exibi\u00e7\u00e3o no <em>Smithsonian National Museum of African American History and Culture<\/em>.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h2>Sobre a leitura<\/h2>\n\n\n\n<p>Li e reli. Essa autobiografia curta, com menos de 200 p\u00e1ginas, \u00e9 uma del\u00edcia de leitura.<\/p>\n\n\n\n<p>Ingrid Silva escreve de um jeito que faz a gente se sentir sua <strong>amiga<\/strong>. Numa linguagem sincera, clara e <strong>informal<\/strong>, parece que ela se incorpora na frente do leitor e conta a hist\u00f3ria de boa parte de sua vida tomando um caf\u00e9, bem descontra\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>As p\u00e1ginas s\u00e3o amareladas, confort\u00e1veis para a leitura. H\u00e1 belas fotografias nas p\u00e1ginas do meio do livro, algumas do arquivo pessoal de Ingrid, outras das v\u00e1rias revistas das quais ela j\u00e1 foi capa.<\/p>\n\n\n\n<p>A biografia n\u00e3o \u00e9 totalmente linear. Embora ela inicie o relato de sua hist\u00f3ria contando suas origens, h\u00e1 v\u00e1rias idas e vindas nos demais cap\u00edtulos, especialmente quando se trata de sua vida profissional.<\/p>\n\n\n\n<h3>Discri\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma informa\u00e7\u00e3o de que senti falta foi sobre como Ingrid conheceu seu esposo. Ela menciona brevemente que estava noiva antes de ir a Nova Iorque, mas que esse noivado n\u00e3o teve \u00eaxito. Depois, ao falar do marido, sempre o cita como uma pessoa que lhe deu muita for\u00e7a, carinho e apoio. Como tamb\u00e9m tenho um marid\u00e3o assim (gra\u00e7as a Deus), fiquei curiosa por mais detalhes desse casal, o qual, pelo pouco que notei, parece muito <strong>fofo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa falta de informa\u00e7\u00e3o talvez tenha sido proposital: Ingrid se descreve v\u00e1rias vezes no livro como uma pessoa muito <strong>reservada<\/strong>, mesmo sendo hoje uma figura p\u00fablica. Imagino que Ingrid, ao escrever sua hist\u00f3ria, n\u00e3o achou que seria prudente revelar muito sobre seu relacionamento com o marido, o que de certa forma entendo perfeitamente. Por outro lado, acho que ela poderia ter revelado um pouco mais, j\u00e1 que se trata de uma <strong>biografia<\/strong>. Tamb\u00e9m tem o fato de que sou uma pessoa rom\u00e2ntica, e adoro hist\u00f3rias de casais felizes.<\/p>\n\n\n\n<h3>Responsabilidade<\/h3>\n\n\n\n<p>Apesar do laconismo em alguns aspectos, em outros Ingrid \u00e9 bastante <strong>eloquente<\/strong>. Um deles \u00e9 sobre o racismo. Como esse \u00e9 um problema que persiste em ocorrer, Ingrid denuncia os absurdos e explica por que esse tipo de atitude \u00e9 intoler\u00e1vel &#8211; seja no ballet ou fora dele. Ela chega a afirmar que est\u00e1 cansada de ter de que dizer tudo isso, mas que se sente na obriga\u00e7\u00e3o &#8211; como \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o de <strong>toda a sociedade<\/strong> &#8211; de acabar com o racismo.<\/p>\n\n\n\n<h3>Maternidade<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"819\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-vogue-brasil-novembro-2020-foto-Henrique-Gendre-819x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-524\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-vogue-brasil-novembro-2020-foto-Henrique-Gendre-819x1024.jpg 819w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-vogue-brasil-novembro-2020-foto-Henrique-Gendre-240x300.jpg 240w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-vogue-brasil-novembro-2020-foto-Henrique-Gendre-768x960.jpg 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-vogue-brasil-novembro-2020-foto-Henrique-Gendre-1229x1536.jpg 1229w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-vogue-brasil-novembro-2020-foto-Henrique-Gendre-10x12.jpg 10w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/ingrid-silva-vogue-brasil-novembro-2020-foto-Henrique-Gendre.jpg 1638w\" sizes=\"(max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><figcaption>Ingrid Silva gr\u00e1vida posa para a Vogue Brasil. Foto: Henrique Gendre<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Outro tema que Ingrid explora com mais profundidade \u00e9 a <strong>maternidade<\/strong>. Ingrid relata algumas de suas preocupa\u00e7\u00f5es, como da vez que estava com 35 semanas de gesta\u00e7\u00e3o (8 meses, para leigos) e, por estar no meio da pandemia, teve de ficar em casa, sem fazer aulas presenciais na companhia. Como muitas m\u00e3es, Ingrid sentia medo de a maternidade significar o fim de sua carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda sobre a maternidade, me interessou pessoalmente seu relato do parto, j\u00e1 que eu mesma estou gr\u00e1vida agora. Achei algumas passagens muito c\u00f4micas, talvez pelo fato de ter me identificado com ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, fiquei um tanto apreensiva em perceber o quanto ainda<strong> falta de informa\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e0s pessoas. Durante o relato do parto, Ingrid revela que em muitos momentos n\u00e3o sabia exatamente o que estava acontecendo. Vejo esse tipo de afirma\u00e7\u00e3o com certa frequ\u00eancia. Parece que os m\u00e9dicos n\u00e3o se d\u00e3o ao trabalho de informar suas gestantes, o que <strong>deveria<\/strong> acontecer durante todo o pr\u00e9-natal e mesmo no parto.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 curioso como atualmente, com tantos livros e internet, poucas m\u00e3es busquem informa\u00e7\u00e3o de qualidade. Normalmente, o pouco que se fala sobre parto s\u00e3o relatos de dor e sofrimento, e que, na maioria das vezes, teriam sido experi\u00eancias melhores se a mulher tivesse tido informa\u00e7\u00e3o adequada na gravidez. (ok, desculpem o desabafo. Mas fica minha dica de livro aqui, mulheres: <a href=\"https:\/\/amzn.to\/3L28GSU\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Parto Ativo<\/a>)<\/p>\n\n\n\n<h3>Retribui\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Voltando \u00e0 Ingrid Silva, fiquei admirada com sua postura. Ingrid \u00e9 uma mulher forte e muito determinada. \u00c9 encantador ver que uma menina que sequer se interessava por ballet se tornou a primeira bailarina de uma grande companhia. Mais do que isso, \u00e9 inspirador como a dan\u00e7a lhe despertou a vontade de realizar<strong> trabalhos sociais<\/strong>, de modo a oferecer oportunidades a pessoas que passaram pelas mesmas dificuldades que ela passou.<\/p>\n\n\n\n<h3>A Sapatilha<\/h3>\n\n\n\n<p>Por fim, foi com grande sagacidade que o t\u00edtulo do livro foi colocado apenas no \u00faltimo cap\u00edtulo. Isso porque \u00e9 preciso <strong>conhecer<\/strong> a hist\u00f3ria de Ingrid para se entender a dimens\u00e3o do que <em>A Sapatilha<\/em> representa. De fato, a sapatilha que mudou o mundo de Ingrid tamb\u00e9m simboliza a transforma\u00e7\u00e3o da dan\u00e7a, com mais diversidade, inclus\u00e3o, empatia e respeito. Que tenhamos a coragem de Ingrid Silva para seguir na luta!<\/p>\n\n\n\n<h2>Ficha t\u00e9cnica<\/h2>\n\n\n\n<ul><li>T\u00edtulo: <a href=\"https:\/\/amzn.to\/3mH14gF\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Sapatilha que Mudou Meu Mundo<\/a><\/li><li>Editora: Globo Livros<\/li><li>Ano: 2021<\/li><li>Autora: Ingrid Silva<\/li><li>N\u00famero de p\u00e1ginas: 176<\/li><li>ISBN: 978-6586047875<\/li><li>Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/amzn.to\/41m5Dfp\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">e-book<\/a><\/li><\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro: &#8220;A Sapatilha que Mudou Meu Mundo&#8221;, de Ingrid Silva Hoje o post \u00e9 sobre nada mais, nada menos, que o livro mais vendido na categoria de Dan\u00e7a da Amazon Brasil! 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