{"id":487,"date":"2022-10-07T12:00:07","date_gmt":"2022-10-07T15:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/balletempaginas.com\/?p=487"},"modified":"2022-10-07T12:03:23","modified_gmt":"2022-10-07T15:03:23","slug":"livro-psicologia-da-danca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/balletempaginas.com\/en\/livro-psicologia-da-danca\/","title":{"rendered":"Descobrindo a Psicologia da Dan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<h2>Livro: &#8220;Temas em Psicologia da Dan\u00e7a: ensaios acad\u00eamicos&#8221;, organizado por Maria Cristina Lopes<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.mariacristinalopes.com\/livro--temas-em-psicologia-da-dan-a--ensaios-acad-micos-.html#:~:text=Cada%20autor%20traz%20seus%20estudos,%2C%20autoestima%2C%20grupos%20e%20lideran%C3%A7a\"><img loading=\"lazy\" width=\"712\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/livro-temas-em-psicologia-da-danca-712x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-488\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/livro-temas-em-psicologia-da-danca-712x1024.png 712w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/livro-temas-em-psicologia-da-danca-209x300.png 209w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/livro-temas-em-psicologia-da-danca-768x1104.png 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/livro-temas-em-psicologia-da-danca-1069x1536.png 1069w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/livro-temas-em-psicologia-da-danca-1425x2048.png 1425w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/livro-temas-em-psicologia-da-danca.png 1584w\" sizes=\"(max-width: 712px) 100vw, 712px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O livro que vos apresento hoje \u00e9 muito especial para mim, por dois motivos: 1) uma das autoras \u00e9 uma querida amiga que fiz no ballet, Kamile Nienkotter de Paula Souza \u2665; e 2) \u00e9 um livro de tema in\u00e9dito no Brasil, que adquiri em primeira m\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Temas em Psicologia da Dan\u00e7a: ensaios acad\u00eamicos<\/em> \u00e9 uma obra fruto da primeira turma do <strong>Curso de Psicologia da Dan\u00e7a<\/strong>, criado pela psic\u00f3loga e professora Maria Cristina Lopes. O livro se divide em 12 cap\u00edtulos, que na realidade s\u00e3o 12 artigos cient\u00edficos produzidos pelos alunos do curso. Embora explorem assuntos variados, todos esses artigos t\u00eam um ponto em comum: a Psicologia da Dan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 adiantei, a <strong>Psicologia da Dan\u00e7a<\/strong> ainda \u00e9 um ramo novo da Psicologia, sobretudo no Brasil. As produ\u00e7\u00f5es nessa \u00e1rea s\u00e3o encontradas principalmente em ingl\u00eas, de modo que esse livro \u00e9 a primeira publica\u00e7\u00e3o em l\u00edngua portuguesa no pa\u00eds (!!) &#8211; um grande primeiro passo para se difundir e aprofundar os estudos sobre esse tema fundamental para a dan\u00e7a por aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, vou apresentar brevemente os assuntos abordados no livro.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos l\u00e1!<\/p>\n\n\n\n<h3>Dan\u00e7a e sa\u00fade<\/h3>\n\n\n\n<p>O primeiro cap\u00edtulo faz uma rela\u00e7\u00e3o entre a sa\u00fade, a dan\u00e7a e a psicologia. A autora, Marcela Mendes Nunes, parte do panorama legal (que \u00e9 confort\u00e1vel para mim) do conceito de sa\u00fade: o que \u00e9 sa\u00fade de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e o que \u00e9 sa\u00fade de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira. Ent\u00e3o, ela apresenta os chamados <em>recursos terap\u00eauticos<\/em> da Pol\u00edtica Nacional de Pr\u00e1ticas Integrativas e Complementares (PICS) do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), na qual a dan\u00e7a est\u00e1 inserida.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da\u00ed, a autora aponta algumas contribui\u00e7\u00f5es da dan\u00e7a para o bem-estar das pessoas; dentre elas, o enfrentamento de diversos problemas de sa\u00fade. Nesse sentido, citam-se prevenir o excesso de peso, reduzir estresse e ansiedade e at\u00e9 o al\u00edvio de dor em doen\u00e7as autoimunes.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo mencionado no artigo que achei bem interessante foi o da fisioterapeuta e bailarina Irmgard Bartenieff, que trabalhou num hospital com pacientes de poliomielite. Ela percebeu que exerc\u00edcios com repeti\u00e7\u00f5es individualizadas n\u00e3o melhoravam a sa\u00fade de seus pacientes. Ent\u00e3o, ela resolveu arriscar: inspirada em <strong>Laban<\/strong> e <strong>Whitehouse<\/strong>, ela usou movimentos cont\u00ednuos como forma de tratamento, o que trouxe resultados positivos. Ou seja, a <strong>dan\u00e7a<\/strong> melhorou o estado de sa\u00fade dos seus pacientes, j\u00e1 que trabalha com o racioc\u00ednio, aten\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, imagina\u00e7\u00e3o e a atividade f\u00edsica. Incr\u00edvel!<\/p>\n\n\n\n<h3>O m\u00e9todo da entrevista na Psicologia da Dan\u00e7a<\/h3>\n\n\n\n<p>O segundo cap\u00edtulo \u00e9 escrito pela organizadora do livro, Maria Cristina Lopes. No meu entender, seu texto \u00e9 direcionado a psic\u00f3logos que desejam atuar na \u00e1rea da Psicologia da Dan\u00e7a. Isso porque, nesse artigo, a autora defende a entrevista como o m\u00e9todo de investiga\u00e7\u00e3o apropriado para ser usado na \u00e1rea de Psicologia da Dan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de eu n\u00e3o ser o p\u00fablico-alvo do texto (n\u00e3o sou psic\u00f3loga), achei a leitura muito interessante. A autora explica que, diante das poucas pesquisas ainda dispon\u00edveis na \u00e1rea de Psicologia da Dan\u00e7a, a entrevista \u00e9 o m\u00e9todo mais adequado a ser usado pelo psic\u00f3logo. Mais do que isso, a entrevista \u00e9 uma forma de investiga\u00e7\u00e3o mais ampla e flex\u00edvel, se comparado com as outras, o que permite uma an\u00e1lise t\u00e9cnica mais aprofundada.<\/p>\n\n\n\n<p>O que mais me atraiu nesse artigo, por\u00e9m, foi a parte em que a autora detalhou as caracter\u00edsticas do m\u00e9todo: o que qualifica um entrevistador, como se d\u00e1 o preparo do formul\u00e1rio da entrevista e as qualidades que o entrevistador precisa ter. Tudo isso \u00e9 uma verdadeira aula de como se faz uma boa entrevista, que entendi ser uma contribui\u00e7\u00e3o muito valiosa aos profissionais que fazem a leitura desse artigo e desejam trabalhar com a Psicologia da Dan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/bailarina-em-aula-683x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-489\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/bailarina-em-aula-683x1024.jpg 683w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/bailarina-em-aula-200x300.jpg 200w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/bailarina-em-aula-768x1151.jpg 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/bailarina-em-aula-1025x1536.jpg 1025w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/bailarina-em-aula-1367x2048.jpg 1367w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/bailarina-em-aula-scaled.jpg 1709w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h3>Inclus\u00e3o no ballet cl\u00e1ssico<\/h3>\n\n\n\n<p>Esse cap\u00edtulo foi um dos meus preferidos (sen\u00e3o <em>o<\/em> preferido). Kamile Nienkotter de Paula Souza escreveu sobre a necessidade de inclus\u00e3o no ballet cl\u00e1ssico.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, a autora faz um panorama hist\u00f3rico de como surgiu a dan\u00e7a e como o entendimento de corpo foi evoluindo em cada per\u00edodo. Por exemplo, se na Idade M\u00e9dia o corpo era desprezado, condenado, considerado fonte do pecado, no Renascimento o corpo passou a ser apreciado como fonte de beleza. Em seguida, a autora aborda o movimento, sobre como ele pode ter significados e ser forma de express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, a autora inicia o debate sobre o ballet. Historicamente e at\u00e9 hoje, o ballet cl\u00e1ssico busca a perfei\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e t\u00e9cnica, afastando quem n\u00e3o se enquadra no padr\u00e3o. Ora, se o entendimento de dan\u00e7a e corpo evolu\u00edram, por que o ballet ainda exclui &#8211; ou seja, permanece parado no tempo? Cada corpo tem sua singularidade, que merece e deve ser valorizada. Em vez de buscar um corpo ideal, o ballet deveria ser usado como ferramenta para o bem-estar de todos os indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se trata de pessoas com defici\u00eancia, as barreiras existentes na dan\u00e7a s\u00e3o principalmente atitudinais. Ou seja, o preconceito, inclusive dos professores, \u00e9 o maior obst\u00e1culo. \u00c9 preciso haver uma percep\u00e7\u00e3o de que a limita\u00e7\u00e3o pode virar uma potencialidade. Ali\u00e1s, \u00e9 desafiando o limite que se desenvolve a verdadeira habilidade de cada bailarino. Os profissionais da dan\u00e7a devem ir al\u00e9m do mec\u00e2nico e perfeito e agir como verdadeiros educadores, oferecendo oportunidades justas de conhecimento. Nesse sentido, a autora prop\u00f5e que os festivais de dan\u00e7a tamb\u00e9m devem fomentar novas vis\u00f5es sobre a est\u00e9tica da dan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale o destaque:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large\"><p><em>A \u00fanica caracter\u00edstica que iguala as pessoas \u00e9 a sua diferen\u00e7a; o que as caracteriza \u00e9 justamente a sua singularidade.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h3>A escolha profissional pela dan\u00e7a<\/h3>\n\n\n\n<p>Quem \u00e9 ou j\u00e1 foi adolescente, sabe: escolher a profiss\u00e3o que se vai seguir n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. N\u00e3o bastasse a passagem da inf\u00e2ncia para a fase adulta, com vontades que ora s\u00e3o infantis e ora mais maduras, o adolescente ainda precisa lidar com as transforma\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio corpo e a escolha da profiss\u00e3o, que pode ter impacto por toda a vida. Somado a isso, os que s\u00e3o bailarinos precisam escolher entre seguir com a dan\u00e7a ou tomar um novo rumo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/bailarina-olhando-sapatilha-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-490\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/bailarina-olhando-sapatilha-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/bailarina-olhando-sapatilha-300x225.jpg 300w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/bailarina-olhando-sapatilha-768x576.jpg 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/bailarina-olhando-sapatilha-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/bailarina-olhando-sapatilha.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Segundo Andr\u00e9ia Cardoso Borges Silva, para enfrentar todos os dilemas da adolesc\u00eancia &#8211; ser crian\u00e7a ou adulto, ser bailarino ou ser advogado &#8211; o adolescente precisa, antes de tudo, ter autoconhecimento. Isso n\u00e3o \u00e9 um processo simples, mas que pode ser constru\u00eddo com o aux\u00edlio dos pais e de um orientador profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa fase de mudan\u00e7a, teme-se fazer a escolha errada, visto que cada escolha implica numa ren\u00fancia. Desse modo, a orienta\u00e7\u00e3o vocacional profissional, realizada por um bom psic\u00f3logo, pode facilitar esse processo, na medida em que ele auxilia o adolescente a descobrir a pr\u00f3pria identidade, o que diminui as d\u00favidas e a ansiedade, que s\u00e3o inerentes a essa fase. A ajuda profissional, portanto, \u00e9 uma forma de amparo a ser considerado, especialmente aos jovens bailarinos.<\/p>\n\n\n\n<h3>S\u00edndrome de Down e a dan\u00e7a<\/h3>\n\n\n\n<p>Na mesma linha do artigo que tratou de inclus\u00e3o, a autora Andreia Souza Reis estreita um pouco mais essa perspectiva e volta a aten\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas com S\u00edndrome de Down. Essa s\u00edndrome causa alguns problemas de sa\u00fade, como rigidez muscular e desenvolvimento motor mais lento, o que se traduz em dificuldade de movimenta\u00e7\u00e3o do corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, h\u00e1 pesquisas que evidenciam o benef\u00edcio da dan\u00e7a no enfrentamento dessas limita\u00e7\u00f5es: pessoas com S\u00edndrome de Down que praticam a dan\u00e7a apresentam menos resist\u00eancia no t\u00f4nus muscular, desenvolvem a criatividade corporal, a expressividade, a linguagem e a coordena\u00e7\u00e3o motora. Nesse sentido, a chamada <em>dan\u00e7aterapia<\/em> \u00e9 uma metodologia que permite ao indiv\u00edduo com a s\u00edndrome realizar movimentos que estimulam o desenvolvimento do corpo da mente. Em outras palavras, a dan\u00e7aterapia \u00e9 uma forma de aprimorar a qualidade de vida\u00a0 de todas as pessoas, inclusiva das pessoas com S\u00edndrome de Down.<\/p>\n\n\n\n<h3>Rela\u00e7\u00f5es humanas e a dan\u00e7a<\/h3>\n\n\n\n<p>O artigo de Amanda Oliveira Duarte me fez pensar muito no filme <em><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lucYdo7EJhM\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vem Dan\u00e7ar<\/a><\/em>, com o Antonio Banderas*. Isso porque ele trata dos benef\u00edcios que a dan\u00e7a promove nas rela\u00e7\u00f5es humanas, seja entre professor e aluno, seja entre alunos. No filme (que \u00e9 inspirado numa hist\u00f3ria real), o professor quer ensinar dan\u00e7a de sal\u00e3o a alunos rejeitados, que a princ\u00edpio n\u00e3o demonstram interesse em aprender.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, tal como explorado no artigo, o professor busca entender como seus alunos veem a dan\u00e7a, e a partir da\u00ed estabelece uma rela\u00e7\u00e3o verdadeira e de confian\u00e7a entre eles. Quando seus alunos passam a dan\u00e7ar, tamb\u00e9m aprendem valores de respeito, conviv\u00eancia em grupo e empatia. Ao final, o crescimento dos alunos \u00e9 percebido muito al\u00e9m da t\u00e9cnica de dan\u00e7a: eles se tornam cidad\u00e3os confiantes, respeitosos e, acima, de tudo, felizes.<\/p>\n\n\n\n<p>*comente se voc\u00ea concorda xD<\/p>\n\n\n\n<h3>Autoefic\u00e1cia na dan\u00e7a<\/h3>\n\n\n\n<p>O artigo de Isabel Martins Akerman trata da <em>autoefic\u00e1cia<\/em>, conceito desenvolvido por Albert Bandura. No meu entendimento, \u00e9 uma ideia muito semelhante ao<a href=\"https:\/\/amzn.to\/3T0WYdW\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> <em>mindset de crescimento*<\/em>, de Carol Dweck<\/a>. Com efeito, a autoefic\u00e1cia \u00e9 a maneira como um indiv\u00edduo enxerga suas pr\u00f3prias capacidades. Dessa forma, o bailarino que <em>acredita<\/em> que pode melhorar de fato melhora, mesmo em situa\u00e7\u00f5es adversas.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso acontece porque, quando h\u00e1 a cren\u00e7a de que \u00e9 poss\u00edvel vencer um desafio, o bailarino compreende que \u00e9 o <strong>esfor\u00e7o<\/strong> que o far\u00e1 alcan\u00e7ar o objetivo almejado. Em outras palavras, ele n\u00e3o se considera <em>incapaz<\/em> de realizar nada, apenas precisa <em>aprender<\/em> e <em>perseverar<\/em> para conquistar o que for.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 interessante pontuar que isso n\u00e3o \u00e9 papinho de <em>coach<\/em>: existe, sim, evid\u00eancia cient\u00edfica de que a autoefic\u00e1cia impacta no sucesso do indiv\u00edduo. Um dos estudos, realizado na Finl\u00e2ndia, est\u00e1 descrito com detalhes no artigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sensacional o que o pensamento \u00e9 capaz de fazer por n\u00f3s mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>*Veja um v\u00eddeo sobre o assunto <a href=\"https:\/\/www.ted.com\/talks\/carol_dweck_the_power_of_believing_that_you_can_improve?language=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h3>A dan\u00e7a no ensino b\u00e1sico<\/h3>\n\n\n\n<p>Nesse \u00f3timo artigo, a autora Nathalya Carneiro analisa a dan\u00e7a no contexto do ensino regular b\u00e1sico. De in\u00edcio, ela destaca que a dan\u00e7a \u00e9 um meio de autoconhecimento, em que a crian\u00e7a cria consci\u00eancia sobre seus limites, suas possibilidades, seus sentimentos e vulnerabilidades, quest\u00f5es que interferem na aprendizagem. Isso porque, quanto maior o conhecimento que se tem sobre si mesmo, maior a confian\u00e7a em aprender.<\/p>\n\n\n\n<p>Feita essa afirma\u00e7\u00e3o essencial, a autora apresenta a realidade do ensino da dan\u00e7a no contexto escolar hoje: em geral s\u00e3o cursos extracurriculares, em que n\u00e3o h\u00e1 apoio aos professores; a dan\u00e7a \u00e9 vista pela escola como uma recrea\u00e7\u00e3o e sem qualquer valor na forma\u00e7\u00e3o dos alunos. Muitas vezes, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o adequado para se realizar as atividades e nem h\u00e1 determina\u00e7\u00e3o clara sobre o uso de uniformes de dan\u00e7a. O que se questiona aqui, ent\u00e3o, \u00e9 a necessidade de inser\u00e7\u00e3o <em>real<\/em> da dan\u00e7a no contexto escolar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"685\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/aula-de-ballet-1024x685.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-491\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/aula-de-ballet-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/aula-de-ballet-300x201.jpg 300w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/aula-de-ballet-768x514.jpg 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/aula-de-ballet-1536x1028.jpg 1536w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/aula-de-ballet-600x400.jpg 600w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/aula-de-ballet.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A dan\u00e7a deve ser encarada com seriedade. J\u00e1 existe reconhecimento legal sobre a import\u00e2ncia da atividade, visto que os Par\u00e2metros Curriculares Nacionais destacam o papel fundamental da dan\u00e7a na educa\u00e7\u00e3o. Assim, \u00e9 preciso abandonar a ideia de que corpo e mente devem ser trabalhados separadamente. Pelo contr\u00e1rio, os exerc\u00edcios intelectual e f\u00edsico se <em>complementam<\/em>. Valorizar a dan\u00e7a na escola significa, portanto, proporcionar a forma\u00e7\u00e3o integral dos estudantes.<\/p>\n\n\n\n<h3>A dan\u00e7a em Bel\u00e9m do Par\u00e1<\/h3>\n\n\n\n<p>Esse artigo, escrito por Jaime Augusto Duarte Amaral, tamb\u00e9m ressalta a dan\u00e7a como uma disciplina essencial na forma\u00e7\u00e3o cultural dos indiv\u00edduos. Contudo, o autor concentra sua pesquisa no ensino da dan\u00e7a na cidade de Bel\u00e9m do Par\u00e1. Segundo ele, a cidade forma bons bailarinos, mas estes n\u00e3o encontram mercado de trabalho na regi\u00e3o e acabam migrando para outras localidades. Nesse sentido, o autor tamb\u00e9m lamenta a inexist\u00eancia de uma companhia de dan\u00e7a pr\u00f3pria da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor enfatiza ainda a import\u00e2ncia da faculdade de dan\u00e7a (que chegou tardiamente em Bel\u00e9m, segundo ele). Muito mais do que dan\u00e7ar, a licenciatura em dan\u00e7a implica na discuss\u00e3o, na pesquisa, no estudo hist\u00f3rico da dan\u00e7a. Outro aspecto relevante dessa forma\u00e7\u00e3o s\u00e3o as disciplinas de pedagogia e psicologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na minha opini\u00e3o, esse \u00e9 o maior diferencial da faculdade de dan\u00e7a; muitas vezes os professores dominam a t\u00e9cnica e as metodologias de dan\u00e7a, mas negligenciam a forma de transmitir esse conhecimento. Como aluna de ballet, achei louv\u00e1vel o autor apontar os diferenciais da forma\u00e7\u00e3o numa faculdade de dan\u00e7a, t\u00e3o subestimados por a\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<h3>Psicologia da dan\u00e7a<\/h3>\n\n\n\n<p>No artigo de Tainara Almeida, a autora pontua situa\u00e7\u00f5es que justificam a atua\u00e7\u00e3o do psic\u00f3logo no contexto da dan\u00e7a. Uma delas \u00e9 a ansiedade. Antes de um espet\u00e1culo ou de uma mostra competitiva, \u00e9 natural que a ansiedade fique elevada. No entanto, se a ansiedade \u00e9 patol\u00f3gica, pode impactar diretamente no desempenho do bailarino. Com efeito, o aumento do n\u00edvel de ansiedade prejudica a chamada mem\u00f3ria de trabalho, que \u00e9 aquela ligada \u00e0 \u00e1rea do c\u00e9rebro respons\u00e1vel pela concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"788\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/cochia-788x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-492\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/cochia-788x1024.jpg 788w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/cochia-231x300.jpg 231w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/cochia-768x998.jpg 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/cochia-1182x1536.jpg 1182w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/cochia-1576x2048.jpg 1576w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/cochia-scaled.jpg 1970w\" sizes=\"(max-width: 788px) 100vw, 788px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o em que a interven\u00e7\u00e3o de um psic\u00f3logo pode ser necess\u00e1ria diz respeito \u00e0 dor. Bailarinos profissionais, tal como atletas de alto n\u00edvel, tendem a conviver com a dor f\u00edsica. No entanto, quando a dor \u00e9 negligenciada, pode desencadear outros problemas, como perda de sono, perda de apetite e depress\u00e3o. Desse modo, \u00e9 interessante que o bailarino tenha um acompanhamento profissional que o auxilie a controlar a dor de forma inteligente, sem comprometer sua sa\u00fade f\u00edsica e mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a motiva\u00e7\u00e3o, seja interna ou externa, tamb\u00e9m \u00e9 um elemento que pode ser trabalhado com um psic\u00f3logo, de modo a desenvolver a autoconfian\u00e7a e a autoefic\u00e1cia dos bailarinos.<\/p>\n\n\n\n<h3>Respira\u00e7\u00e3o consciente<\/h3>\n\n\n\n<p>Nesse artigo foi inevit\u00e1vel pensar na minha pr\u00f3pria respira\u00e7\u00e3o durante a leitura. A autora, Rebeca Tonkovitch, defende a pr\u00e1tica da respira\u00e7\u00e3o consciente como ferramenta para padronizar os movimentos do corpo e acalmar a mente.<\/p>\n\n\n\n<p>Basicamente, a respira\u00e7\u00e3o n\u00e3o consciente causa um gasto de energia excessivo no corpo, o que pode acarretar um desequil\u00edbrio f\u00edsico-emocional. Por outro lado, quando a respira\u00e7\u00e3o \u00e9 consciente, o corpo aprende a <em>sentir<\/em> o momento e <em>d\u00e1 sentido<\/em> aos movimentos e emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No meu entender, a mensagem que se passa com esse estudo \u00e9 que essa respira\u00e7\u00e3o consciente, quando aplicada \u00e0 dan\u00e7a, tende a transformar o bailarino; ele n\u00e3o apenas desenvolve o controle do corpo e da mente como tamb\u00e9m transmite expressividade ao dan\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Recomendo muito o exerc\u00edcio de respira\u00e7\u00e3o proposto nesse artigo.<\/p>\n\n\n\n<h3>Lideran\u00e7a no processo coreogr\u00e1fico<\/h3>\n\n\n\n<p>Tais Brasil transformou em artigo suas observa\u00e7\u00f5es a respeito da cria\u00e7\u00e3o de uma coreografia na Companhia Urbana de Dan\u00e7a no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Num dado momento, a autora constatou o exerc\u00edcio da <em>lideran\u00e7a fluida criativa<\/em>, caracterizada pela horizontalidade (cria\u00e7\u00e3o conjunta), comunica\u00e7\u00e3o predominantemente gestual, entrega e maior contato com as emo\u00e7\u00f5es, conex\u00e3o com o momento presente e o respeito pelas limita\u00e7\u00f5es e erros dos participantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outra circunst\u00e2ncia, a autora identificou a <em>lideran\u00e7a t\u00e9cnica-criativa<\/em>, que \u00e9 gerada de forma verticalizada (cria\u00e7\u00e3o unilateral), transmitida de maneira impositiva e explicativa, em que predominam a limpeza e corre\u00e7\u00e3o dos passos e tem por finalidade o aperfei\u00e7oamento t\u00e9cnico e a elimina\u00e7\u00e3o de erros cometidos pelos bailarinos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a autora verificou que a forma viva do espet\u00e1culo da Cia. Urbana de Dan\u00e7a s\u00f3 teve esse resultado em raz\u00e3o do ambiente acolhedor da companhia, que permite aos bailarinos criarem suas pr\u00f3prias formas de expressar a arte.<\/p>\n\n\n\n<h2>Sobre a leitura<\/h2>\n\n\n\n<p>O livro est\u00e1 longe de ser considerado grande &#8211; s\u00e3o pouco mais de 130 p\u00e1ginas &#8211; mas a quantidade de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 enorme. N\u00e3o achei que fosse demorar para concluir o livro, mas estava redondamente enganada: foram muitas horas de leitura e anota\u00e7\u00f5es!<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser uma colet\u00e2nea de ensaios acad\u00eamicos, a leitura \u00e0s vezes pode ser um pouco cansativa, especialmente quando se perdem alguns par\u00e1grafos informando o que ser\u00e1 discutido em vez de ir direto ao ponto. No entanto, tive paci\u00eancia e prossegui determinada, afinal s\u00e3o artigos cient\u00edficos e, como tais, devem obedecer a determinadas regras formais. N\u00e3o d\u00e1 para esperar que seja prazeroso como ler um romance; \u00e9 um livro de estudos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante, os cap\u00edtulos que mais apreciei foram os de n\u00fameros 02 (sobre entrevista), 03 (sobre inclus\u00e3o), e 08 (sobre dan\u00e7a no ensino b\u00e1sico). Al\u00e9m dos temas despertarem meu interesse pessoal, considerei que a leitura foi mais fluida;&nbsp; s\u00e3o artigos muito bem escritos, tanto do ponto de vista da gram\u00e1tica como da constru\u00e7\u00e3o de argumentos. Apontamentos e cr\u00edticas bem embasados, apresenta\u00e7\u00e3o de problemas concretos e propositura de solu\u00e7\u00f5es. Enfim, redondinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o que os outros artigos tamb\u00e9m n\u00e3o contenham temas interessantes. De todos eles se extraem estudos valiosos. Mas, n\u00e3o foram todos que me encantaram tanto, fosse pelo assunto, fosse porque me lembraram a minha primeira monografia, na \u00e9poca de faculdade: ambiciosa, mas muito crua. Al\u00e9m disso, estranhei algumas conclus\u00f5es, que ora eram muito vagas, ora traziam informa\u00e7\u00f5es novas, que n\u00e3o haviam sido trabalhadas no corpo do texto.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, no geral, foi uma leitura proveitosa e enriquecedora.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse certamente \u00e9 o primeiro livro de muitos que vir\u00e3o sobre Psicologia da Dan\u00e7a. Como em qualquer \u00e1rea, h\u00e1 muito o que se estudar e desenvolver. O que temos agora, por\u00e9m, \u00e9 uma grande contribui\u00e7\u00e3o de profissionais que se desafiaram num tema novo. A busca por novos conhecimentos \u00e9 uma forma de valorizar a dan\u00e7a no pa\u00eds. E isso, meus amigos, n\u00e3o \u00e9 pouco.<\/p>\n\n\n\n<h2>Ficha t\u00e9cnica<\/h2>\n\n\n\n<p>T\u00edtulo: Temas em psicologia da dan\u00e7a: ensaios acad\u00eamicos<\/p>\n\n\n\n<p>Editora: Atena<\/p>\n\n\n\n<p>Ano: 2022<\/p>\n\n\n\n<p>Organizadora: Maria Cristina Lopes<\/p>\n\n\n\n<p>Autores: Maria Cristina Lopes, Marcela Mendes Nunes, Kamile Nienkotter de Paula Souza, Andr\u00e9ia Cardoso Borges Silva, Andreia Souza Reis, Amanda Oliveira Duarte, Isabel Martins Akerman, Nathalya Carneiro, Jaime Augusto Duarte Amaral, Tainara Almeida, Rebeca Tonkovitch e Tais Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00famero de p\u00e1ginas: 138<\/p>\n\n\n\n<p>ISBN 978-65-5983-915-5<\/p>\n\n\n\n<p>Dispon\u00edvel em e-book<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro: &#8220;Temas em Psicologia da Dan\u00e7a: ensaios acad\u00eamicos&#8221;, organizado por Maria Cristina Lopes O livro que vos apresento hoje \u00e9 muito especial para mim, por dois motivos: 1) uma das autoras \u00e9 uma querida amiga que fiz no ballet, Kamile Nienkotter de Paula Souza \u2665; e 2) \u00e9 um livro de tema in\u00e9dito<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[17],"tags":[82,51,49,81],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Descobrindo a Psicologia da Dan\u00e7a - Ballet em P\u00e1ginas<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"A Psicologia da Dan\u00e7a \u00e9 um tema novo no Brasil. 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