{"id":420,"date":"2022-07-20T21:26:30","date_gmt":"2022-07-21T00:26:30","guid":{"rendered":"https:\/\/balletempaginas.com\/?p=420"},"modified":"2022-09-01T17:27:55","modified_gmt":"2022-09-01T20:27:55","slug":"a-bailarina-de-auschwitz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/balletempaginas.com\/en\/a-bailarina-de-auschwitz\/","title":{"rendered":"A bailarina que sobreviveu"},"content":{"rendered":"<h2>Livro: &#8220;A Bailarina de Auschwitz&#8221;, de Edith Eva Eger<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/amzn.to\/3Q3HCTW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" width=\"348\" height=\"500\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/A-Bailarina-de-Auschwitz-capa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-421\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/A-Bailarina-de-Auschwitz-capa.jpg 348w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/A-Bailarina-de-Auschwitz-capa-209x300.jpg 209w\" sizes=\"(max-width: 348px) 100vw, 348px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>J\u00e1 tinha visto &#8220;A Bailarina de Auschwitz&#8221; na estante de livrarias diversas vezes. N\u00e3o sabia nada sobre seu conte\u00fado, apenas deduzia o \u00f3bvio: uma bailarina num campo de exterm\u00ednio nazista. Achava que era um livro de <strong>fic\u00e7\u00e3o<\/strong>, um sofrido, triste e com alguma mensagem importante no final.<\/p>\n\n\n\n<p>Me enganei. Quando enfim o comprei e comecei a leitura, descobri que se tratava de uma <strong>autobiografia<\/strong>. Fiquei imediatamente mais interessada: era a hist\u00f3ria real de uma sobrevivente &#8211; que era <strong>bailarina<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando terminei de ler, o impacto foi muito maior do que eu poderia esperar.<\/p>\n\n\n\n<h2>Pref\u00e1cio<\/h2>\n\n\n\n<p>A grande primeira impress\u00e3o j\u00e1 acontece no pref\u00e1cio, escrito por <strong>Philip Zimbardo<\/strong>, psic\u00f3logo e professor em\u00e9rito da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Quando eu estava no primeiro ano da faculdade de Direito, li sobre seu famoso experimento, o chamado <strong><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-46417388\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Aprisionamento de Stanford<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Como ele mesmo explica no texto, seus estudos focavam na influ\u00eancia <strong>negativa<\/strong> do meio social sobre o indiv\u00edduo. Dessa forma, apenas com uma a\u00e7\u00e3o de <strong>hero\u00edsmo<\/strong> haveria resist\u00eancia, de luta pela paz e pela justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, segundo ele, Edith Eva Eger o fez perceber que o hero\u00edsmo n\u00e3o significa realizar algo extraordin\u00e1rio ou arriscado. Com Eger, ele entendeu que o hero\u00edsmo \u00e9 &#8220;<strong>um jeito especial de ver a si mesmo<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro j\u00e1 teve minha absoluta aten\u00e7\u00e3o a partir desse ponto. O que \u00e9 esse <em>jeito especial<\/em>? Al\u00e9m disso, quem \u00e9 essa autora capaz de mudar a opini\u00e3o e ter o respeito desse renomado psic\u00f3logo?<\/p>\n\n\n\n<p>Na introdu\u00e7\u00e3o do livro, ele descreve a autora como uma pessoa que exala &#8220;pura luz&#8221;. Zimbardo relata o enorme poder de <strong>cura<\/strong> de Eger, o que, nas palavras dele, \u00e9 resultado dos diversos epis\u00f3dios traum\u00e1ticos que ela sofreu.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa passagem, deduzi que ele se referia \u00e0 experi\u00eancia dela em Auschwitz. Isso, por\u00e9m, \u00e9 apenas parte da hist\u00f3ria. Mais \u00e0 frente, descobri que Eger passou por diversas dificuldades, mesmo depois dos campos de concentra\u00e7\u00e3o. Sua hist\u00f3ria \u00e9 repleta de atos de coragem. Segui a leitura com grande curiosidade.<\/p>\n\n\n\n<h2>O conte\u00fado<\/h2>\n\n\n\n<p>Depois que descobri que o livro era uma autobiografia, j\u00e1 n\u00e3o sabia bem o que esperar do conte\u00fado do livro. Talvez uma longa narrativa sobre as torturas de Auschwitz. Talvez uma vis\u00e3o pessoal e detalhada sobre o impacto do <strong>nazismo<\/strong>. Eu n\u00e3o tinha ideia. A\u00ed, mesmo sem saber ao certo o que imaginar, o livro me surpreendeu mais uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma hist\u00f3ria de fic\u00e7\u00e3o, mas <strong>poderia <\/strong>ser. A autora nos convida a imergir em suas mem\u00f3rias e (re)viv\u00ea-las. De repente, n\u00f3s somos Edith Eva Eger, e enxergamos o mundo atrav\u00e9s de seus olhos.<\/p>\n\n\n\n<h3>A bailarina<\/h3>\n\n\n\n<p>Irm\u00e3 mais nova de tr\u00eas filhas, Edith era uma menina que se sentia <strong>invis\u00edvel<\/strong>. Sofria com sua apar\u00eancia e ansiava pela aten\u00e7\u00e3o e o amor dos pais. As irm\u00e3s ganhavam destaque: Magda pela beleza, Klara pelo talento na m\u00fasica. Edith era apenas a <strong>confidente<\/strong>, n\u00e3o exprimia seus sentimentos, mas acumulava dos demais. Somado a isso, pertencer a uma fam\u00edlia judia numa \u00e9poca em que o antissemitismo estava no auge a fez internalizar uma sensa\u00e7\u00e3o de <strong>inferioridade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos problema em casa, Edith tem Eric. N\u00e3o era uma paix\u00e3o qualquer. Era um amor em tempo de guerra. Conversavam sobre <strong>literatura <\/strong>e a Palestina. Desobedeciam o toque de recolher imposto aos judeus e iam ao cinema juntos. Sonhavam uma vida diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, mais do que tudo, havia um momento em que Edith se sentia realmente importante, forte, capaz e plena: <strong>quando dan\u00e7ava ballet<\/strong>. \u00c9 na dan\u00e7a que ela sentia que tinha valor.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"441\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Edith-Eger-.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-422\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Edith-Eger-.jpg 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Edith-Eger--300x172.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Edith Eva Eger aos 16 anos de idade. At\u00e9 o ano seguinte, ela estaria num campo de exterm\u00ednio.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Depois da escola, ela praticava cinco horas de <strong>ballet <\/strong>no est\u00fadio. Ent\u00e3o, come\u00e7ava a fazer gin\u00e1stica art\u00edstica tamb\u00e9m, como algo complementar ao ballet. Edith tamb\u00e9m se apaixonou pela <strong>gin\u00e1stica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O contexto em que vivia, no entanto, era uma dura realidade. Certo dia, Edith \u00e9 chamada por sua treinadora. A vaga da equipe de treinamento ol\u00edmpico ser\u00e1 destinada a outra&nbsp; pessoa. Edith n\u00e3o foi qualificada devido \u00e0 sua <strong>origem judaica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Levaria anos para Edith finalmente entender o que seu professor de ballet disse certa vez:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large\"><p>Editke, todo seu \u00eaxtase na vida vir\u00e1 de dentro de voc\u00ea.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ele n\u00e3o poderia estar mais certo.<\/p>\n\n\n\n<h3>Auschwitz<\/h3>\n\n\n\n<p>Numa certa noite, soldados <strong>invadem <\/strong>sua casa. Com exce\u00e7\u00e3o de Klara, que est\u00e1 num Conservat\u00f3rio em Budapeste, Edith e toda sua fam\u00edlia s\u00e3o enviados a uma f\u00e1brica de tijolos.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de um m\u00eas trabalhando l\u00e1, o campo \u00e9 esvaziado e Edith est\u00e1 prestes a partir, na carga de um caminh\u00e3o. Ela ouve algu\u00e9m chamar. \u00c9 Eric. Ele diz: &#8220;<em>nunca esquecerei seus olhos. Nunca esquecerei suas m\u00e3os<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essas palavras, Edith cria na pr\u00f3pria mente uma mensagem de esperan\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large\"><p>Se eu sobreviver hoje, amanh\u00e3 serei livre.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Edith \u00e9 enviada com a fam\u00edlia a Auschwitz. E sobrevive.<\/p>\n\n\n\n<h3>Trauma<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso dizer que o per\u00edodo em Auschwitz foi traum\u00e1tico. Ainda na chegada no campo de exterm\u00ednio, Edith e Magda, a irm\u00e3 mais velha, s\u00e3o separadas da m\u00e3e por ningu\u00e9m menos que <strong>Josef Mengele<\/strong>, o infame Anjo da Morte.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"628\" height=\"427\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/josef_mengele_1944.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-423\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/josef_mengele_1944.jpg 628w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/josef_mengele_1944-300x204.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 628px) 100vw, 628px\" \/><figcaption>Os oficiais nazistas Richard Baer, \u00e0 esquerda, Josef Mengele ao centro, e Rudolf H\u00f6ss \u00e0 direita, em Auschwitz, em 1944.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Nas palavras de Edith, Mengele era &#8220;um assassino refinado e amante das artes&#8221;. Certa noite, ele vai at\u00e9 o barrac\u00e3o onde est\u00e3o Edith e sua irm\u00e3. Ele faz uma pergunta em alem\u00e3o. Edith n\u00e3o entende, mas, antes que percebesse o que estava acontecendo, outras prisioneiras apontam para ela. Elas sabem que Edith foi bailarina e ginasta.<\/p>\n\n\n\n<p>Mengele ordena:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large\"><p>Pequena dan\u00e7arina, dance para mim.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Primeiro, ela entra em choque. Depois, se imagina na <strong>\u00d3pera de Budapeste<\/strong> e dan\u00e7a O Dan\u00fabio Azul. Ent\u00e3o, dan\u00e7a Romeu e Julieta.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando termina, Mengele lhe lan\u00e7a um peda\u00e7o de <strong>p\u00e3o<\/strong>. Ela divide o p\u00e3o com as companheiras de beliche. E agradece por estar <strong>viva<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3>Liberdade<\/h3>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de Auschwitz, Edith Eger sobreviveu tamb\u00e9m a outros trabalhos for\u00e7ados. Depois de Auschwitz, foi enviada a uma tecelagem, depois a uma f\u00e1brica de muni\u00e7\u00e3o e ent\u00e3o a Mauthausen e \u00e0 Marcha da Morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Mauthausen era um campo de concentra\u00e7\u00e3o masculino onde os prisioneiros eram obrigados a cortar e carregar granito. Por se tratar de uma escada repleta de corpos, ficou conhecida como &#8220;os degraus da morte&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"547\" height=\"761\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Mauthausen-austria_.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-424\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Mauthausen-austria_.jpg 547w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Mauthausen-austria_-216x300.jpg 216w\" sizes=\"(max-width: 547px) 100vw, 547px\" \/><figcaption>Prisioneiros subindo &#8220;os degraus da morte&#8221;.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A Marcha da Morte, por sua vez, era a caminhada de Mauthausen para Gunskirchen Lager, outro campo de concentra\u00e7\u00e3o. A essa altura, Edith tinha a coluna quebrada e n\u00e3o conseguia mais andar. Mas, em algum momento, soldados americanos apareceram. Edith foi <strong>resgatada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3>Cura<\/h3>\n\n\n\n<p>Embora toda a experi\u00eancia de Edith como prisioneira tenha sido terr\u00edvel, sua maior hist\u00f3ria de coragem e sobreviv\u00eancia acontece depois do nazismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Edith est\u00e1 livre, mas \u00e9 \u00f3rf\u00e3. Ela recupera a sa\u00fade, casa-se, tem filhos, se muda para outro pa\u00eds. Mas, nada disso apaga seu passado. Acima de tudo, nada apaga sua <em>culpa<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 que, quando volta a estudar, um colega de classe lhe apresenta um livro: &#8220;<em><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=1J7NIgbx1zI\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Em busca do sentido<\/a><\/em>&#8220;. O autor, <strong>Viktor Frankl<\/strong>, tamb\u00e9m era um sobrevivente da guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, Edith nunca quis falar sobre seu passado. Nem com seus filhos. Era doloroso demais. Por\u00e9m, quando ela l\u00ea o livro de algu\u00e9m com o mesmo trauma, encontra a coragem para enfrentar seu maior desafio: perdoar a si mesma.<\/p>\n\n\n\n<h2>Sobre a leitura<\/h2>\n\n\n\n<p>O material do livro \u00e9 simples, despretensioso. Suficiente. Fonte <strong>confort\u00e1vel <\/strong>para ler, p\u00e1ginas amarelas. 23 cap\u00edtulos separados em 4 partes, que estimulam a pausa para a absor\u00e7\u00e3o das palavras e a reflex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A capa apresenta uma imagem que, a meu ver, \u00e9 bem escolhida: uma flor contornando um arame farpado. Uma mensagem sutil de que a <strong>beleza <\/strong>da vida pode existir mesmo onde tamb\u00e9m h\u00e1 <strong>dor<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma como Eger escreve \u00e9 precisa e repleta de sensibilidade. O leitor \u00e9 facilmente transportado ao passado, ao mundo de Eger. Al\u00e9m de enxergarnos o que est\u00e1 acontecendo, <em>sentimos<\/em> tudo \u00e0 nossa volta.<\/p>\n\n\n\n<p>No livro, acompanhamos cada etapa da vida de Edith Eger. O que me espantou foi que, mais do que me envolver, me <em>identifiquei<\/em> com Eger. N\u00e3o sou sobrevivente do holocausto, nem sou \u00f3rf\u00e3, n\u00e3o sou nem europeia. Mas, quando Eger relata como temia enfrentar a causa de seu sofrimento e as maneiras como se autossabotava para tentar fugir de seus pr\u00f3prios sentimentos, pensei muito sobre como eu mesma lido com minha pr\u00f3pria vida. Esse \u00e9 o poder desse livro.<\/p>\n\n\n\n<p>Edith Eger se tornou uma renomada <strong>psic\u00f3loga<\/strong>. Em meio \u00e0 descri\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, Eger traz a hist\u00f3ria de alguns pacientes que atendeu.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro caso que Eger apresenta est\u00e1 nas primeiras p\u00e1ginas do livro. Ela descreve um paciente que est\u00e1 visivelmente transtornado, portando uma arma. Apenas depois de v\u00e1rias p\u00e1ginas, Eger retoma esse caso e conta o desfecho.<\/p>\n\n\n\n<p>Um caso que achei emblem\u00e1tico, por\u00e9m, foi o da paciente que sofria transtornos alimentares. Ela tinha anorexia. Eger sabia que o problema era muito mais profundo do que simplesmente a falta de comida. Na primeira sess\u00e3o, soube que a adolescente era infeliz. Eger pediu para ela desenhar quando tinha sido feliz pela \u00faltima vez. A adolescente desenhou a si mesma dan\u00e7ando <strong>ballet<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo em que Eger tratava seus pacientes, tamb\u00e9m chegava mais perto da pr\u00f3pria cura. No caso da menina com anorexia, Eger teve uma conex\u00e3o e uma identifica\u00e7\u00e3o imediata. No entanto, mesmo nos casos em que os pacientes n\u00e3o se pareciam tanto com ela \u00e0 primeira vista, como o homem armado, Eger extraiu um aprendizado sobre seus pr\u00f3prios problemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi assim, ajudando a outras pessoas, que Edith Eva Eger tomou coragem, assumiu o risco e retornou a Auschwitz. E se curou.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/edith_eva_eger_by_jordan_engle-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-425\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/edith_eva_eger_by_jordan_engle-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/edith_eva_eger_by_jordan_engle-300x200.jpg 300w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/edith_eva_eger_by_jordan_engle-768x512.jpg 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/edith_eva_eger_by_jordan_engle-600x400.jpg 600w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/edith_eva_eger_by_jordan_engle.jpg 1100w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Edith Eva Eger<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Zimbardo tinha raz\u00e3o. Her\u00f3i \u00e9, afinal de contas, um jeito especial de se enxergar. \u00c9 a pessoa que tem a coragem de cuidar das pr\u00f3prias feridas. \u00c9 aquela que permite aflorar seus sentimentos, identificar de onde eles v\u00eam e se perdoa, para enfim, ser tornar respons\u00e1vel pela pr\u00f3pria felicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa valiosa li\u00e7\u00e3o, meus amigos, s\u00f3 pode ser totalmente compreendida com a leitura do livro todo. Recomendo.<\/p>\n\n\n\n<h2>Ficha t\u00e9cnica<\/h2>\n\n\n\n<p>T\u00edtulo: A Bailarina de Auschwitz<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00edtulo original: The Choice<\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: D\u00e9bora Chavez<\/p>\n\n\n\n<p>Editora: Sextante<\/p>\n\n\n\n<p>Ano: 2019<\/p>\n\n\n\n<p>Autora: <a href=\"https:\/\/dreditheger.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Edith Eva Eger<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00famero de p\u00e1ginas: 304<\/p>\n\n\n\n<p>ISBN: 9788543107240<\/p>\n\n\n\n<p>Dispon\u00edvel em e-book<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro: &#8220;A Bailarina de Auschwitz&#8221;, de Edith Eva Eger J\u00e1 tinha visto &#8220;A Bailarina de Auschwitz&#8221; na estante de livrarias diversas vezes. N\u00e3o sabia nada sobre seu conte\u00fado, apenas deduzia o \u00f3bvio: uma bailarina num campo de exterm\u00ednio nazista. 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