{"id":411,"date":"2022-05-11T13:22:39","date_gmt":"2022-05-11T16:22:39","guid":{"rendered":"https:\/\/balletempaginas.com\/?p=411"},"modified":"2022-09-01T17:24:25","modified_gmt":"2022-09-01T20:24:25","slug":"metodos-do-ballet-classico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/balletempaginas.com\/en\/metodos-do-ballet-classico\/","title":{"rendered":"A origem dos principais m\u00e9todos de ballet cl\u00e1ssico"},"content":{"rendered":"<h2>Livro: &#8220;M\u00e9todos do bal\u00e9 cl\u00e1ssico&#8221;, de Caroline Konzen Castro<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/amzn.to\/3RkLkts\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" width=\"669\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/capa-metodos-do-bale-classico-669x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-412\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/capa-metodos-do-bale-classico-669x1024.jpg 669w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/capa-metodos-do-bale-classico-196x300.jpg 196w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/capa-metodos-do-bale-classico-768x1175.jpg 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/capa-metodos-do-bale-classico-1004x1536.jpg 1004w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/capa-metodos-do-bale-classico-1339x2048.jpg 1339w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/capa-metodos-do-bale-classico.jpg 1659w\" sizes=\"(max-width: 669px) 100vw, 669px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea acompanhou os posts sobre o<strong> livro da Escola Bolshoi<\/strong>, viu que mencionei o <a href=\"https:\/\/balletempaginas.com\/en\/audicao-do-bolshoi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">m\u00e9todo Vaganova<\/a>. Mas, afinal, o que \u00e9 um m\u00e9todo de ballet cl\u00e1ssico?<\/p>\n\n\n\n<p>Os chamados <strong><em>m\u00e9todos<\/em><\/strong> nada mais s\u00e3o do que <strong>formas consolidadas de ensino<\/strong>, ou seja, s\u00e3o<strong> maneiras ordenadas de ensinar e aprender o ballet<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No livro de Caroline Konzen Castro, a autora explica as origens de alguns dos m\u00e9todos de ballet existentes e narra como a dan\u00e7a cl\u00e1ssica se desenvolveu no contexto hist\u00f3rico e cultural de cada pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Vem comigo sentir o gostinho dessa leitura deliciosa!<\/p>\n\n\n\n<h2>Os m\u00e9todos de ballet cl\u00e1ssico<\/h2>\n\n\n\n<p>Existem <strong>07 m\u00e9todos de ballet cl\u00e1ssico<\/strong> principais: o italiano, o franc\u00eas, o russo, o ingl\u00eas, o dinamarqu\u00eas, o americano e o cubano. A autora, por\u00e9m, escolheu abordar apenas os 04 primeiros, sob a justificativa de que esses s\u00e3o os mais conhecidos mundialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos analisar muito brevemente a <strong>hist\u00f3ria <\/strong>de cada um deles, conforme consta no conte\u00fado do livro.<\/p>\n\n\n\n<h3>O m\u00e9todo Cecchetti (escola italiana)<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"399\" height=\"517\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/cecchetti.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-413\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/cecchetti.jpg 399w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/cecchetti-232x300.jpg 232w\" sizes=\"(max-width: 399px) 100vw, 399px\" \/><figcaption>Enrico Cecchetti e alunas.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Atribui-se a origem do ballet \u00e0 It\u00e1lia. Isso porque os primeiros <em>tratados de dan\u00e7a<\/em> surgiram nesse pa\u00eds, em meados do s\u00e9culo XV. Os tratados da dan\u00e7a tinham como objetivo instaurar uma <strong>teoria sobre a arte da dan\u00e7a,<\/strong> que at\u00e9 ent\u00e3o era inexistente. Assim, neles foram contemplados princ\u00edpios como compasso, mem\u00f3ria e uso do espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa \u00e9poca, a dan\u00e7a era considerada uma atividade de elite. Nesse sentido, o nobre era considerado educado e intelectual por dan\u00e7ar, de modo que a dan\u00e7a lhe dava <em>status<\/em> e prest\u00edgio social. Nesse contexto, as dan\u00e7as na corte eram chamadas de <em>ballo<\/em>, termo que os franceses se apropriaram e denominaram <em>ballets<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o processo de unifica\u00e7\u00e3o da It\u00e1lia tenha prejudicado a consolida\u00e7\u00e3o da Escola Italiana de ballet, ela se desenvolveu no decorrer do tempo, especialmente gra\u00e7as aos trabalhos de <strong>Gasparo Angiolini<\/strong>, <strong>Salvatore Vigan\u00f2<\/strong>, <strong>Carlo Blasis<\/strong> e <strong>Enrico Cecchetti<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Gasparo Angiolini, bailarino, core\u00f3grafo e mestre da dan\u00e7a, fazia a distin\u00e7\u00e3o entre o que chamava de <em>dan\u00e7a material<\/em> e <em>pantomima<\/em>. Segundo ele, a <strong>dan\u00e7a material<\/strong> tinha como base os fundamentos da dan\u00e7a acad\u00eamica, enquanto a <strong>pantomima<\/strong> abrangia os sentimentos e ideias dos homens. Dessa forma, a dan\u00e7a material decorria de uma tradi\u00e7\u00e3o imut\u00e1vel, ao passo que a pantomima era uma <em>dan\u00e7a expressiva<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a grande contribui\u00e7\u00e3o de Angiolini foi considerar<strong> posturas im\u00f3veis<\/strong> como parte da m\u00edmica teatral.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Salvatore Vigan\u00f2<\/strong>, outro mestre italiano, teve grande reconhecimento do p\u00fablico devido ao fato de que seus ballets eram compostos inteiramente de pantomima. Mais do que isso, suas produ\u00e7\u00f5es continham gestos eloquentes e diretos. Essa forma de espet\u00e1culo ficou conhecida como <em>choreodrama<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carlo Blasis<\/strong> foi um dos primeiros mestres da dan\u00e7a a estruturar uma metodologia de ensino de ballet mais elaborada. Nesse sentido, ele n\u00e3o apenas definiu <em>o que<\/em> era mas <em>como<\/em> dan\u00e7ar ballet. Blasis tamb\u00e9m estruturou a aula de ballet: exerc\u00edcios na barra, ad\u00e1gio, piruetas e allegro, que continuam a ser a base do treinamento di\u00e1rio do bailarino at\u00e9 os dias atuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, <strong>Blasis<\/strong> defendia a import\u00e2ncia de escolher um bom mestre para se estudar ballet, por entender que o sucesso ou fracasso do bailarino depende sobretudo da <strong>qualidade do ensino<\/strong> da dan\u00e7a logo no in\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal como Blasis, <strong>Enrico Cecchetti<\/strong> foi respons\u00e1vel por introduzir a t\u00e9cnica da escola italiana na R\u00fassia no per\u00edodo em que a It\u00e1lia sofria o processo de unifica\u00e7\u00e3o. Cecchetti enfatizava a <strong>repeti\u00e7\u00e3o<\/strong> e as <strong>acrobacias<\/strong>, assim como longas e exaustivas sequ\u00eancias para desenvolver a for\u00e7a e a resist\u00eancia dos bailarinos. Nesse sentido, Cecchetti tornou a t\u00e9cnica cl\u00e1ssica mais <strong>vigorosa<\/strong> e <strong>flex\u00edvel<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3>O m\u00e9todo franc\u00eas (a escola francesa)<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"487\" height=\"372\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/jean-georges-noverre.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-414\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/jean-georges-noverre.jpg 487w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/jean-georges-noverre-300x229.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 487px) 100vw, 487px\" \/><figcaption>Jean-Georges Noverre<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O casamento entre a italiana Catarina de M\u00e9dici e o franc\u00eas duque de Orleans foi decisivo para o desenvolvimento do ballet na Fran\u00e7a. Isso porque, diante desse fato, o violinista <strong>Balthasar de Beaujoyeux<\/strong> se tornou um importante core\u00f3grafo da corte francesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, Beaujoyeux coreografou o <em>Ballet Comique de la Reine<\/em>, considerado um marco por ter unificado os elementos do ballet com um <strong>enredo coerente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1626, por\u00e9m, surgiu um novo g\u00eanero de ballet, o <em>Ballet \u00e0 Entr\u00e9e<\/em>, em que os bailarinos <strong>profissionais<\/strong> substitu\u00edam os nobres nos solos de dan\u00e7a, a fim de agradar o p\u00fablico. Esse \u00e9 o momento em que se percebe uma tend\u00eancia a profissionalizar o ballet. Por outro lado, a dan\u00e7a ainda estava vinculada a encena\u00e7\u00f5es teatrais.<\/p>\n\n\n\n<p>No auge do absolutismo, <em>Le Ballet de la Nuit<\/em>, ballet que retratava a ascens\u00e3o do Rei Sol, representado por Lu\u00eds XIV, foi reapresentado v\u00e1rias vezes em Paris, reafirmando a posi\u00e7\u00e3o elevada do monarca.<\/p>\n\n\n\n<p>No intuito de aumentar a disciplina da corte, Lu\u00eds XIV buscou centralizar todas as artes para seu controle pessoal. Desse modo, instituiu a cria\u00e7\u00e3o da <em>Acad\u00e9mie Royale de Danse<\/em> (Academia Real de Dan\u00e7a) por meio das <em>Letters Patent <\/em>(Cartas Patentes), o primeiro documento de institui\u00e7\u00e3o oficial de ensino de dan\u00e7a que se tem registro no mundo ocidental.<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da <em>Acad\u00e9mie Royale de Danse<\/em> foi resultado de um movimento dos pr\u00f3prios mestres de dan\u00e7a. Isso porque, antes de sua cria\u00e7\u00e3o, tanto profissionais da dan\u00e7a quanto da m\u00fasica eram subordinados \u00e0 mesma associa\u00e7\u00e3o, cujo chefe era <strong>Guillaume Dumanoir<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dumanoir cobrava taxas altas para permanecer na chefia de ambos os grupos, o que gerou insatisfa\u00e7\u00e3o e disputa de poder. Uma vez que a <em>Acad\u00e9mie Royale de Danse <\/em>foi institu\u00edda, os profissionais da dan\u00e7a obtiveram mais independ\u00eancia, j\u00e1 que passaram a arrecadar os pr\u00f3prios recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os membros da <em>Acad\u00e9mie Royale de Danse<\/em> reuniam-se regularmente a fim de&nbsp; definir meios de aperfei\u00e7oar os padr\u00f5es art\u00edsticos da dan\u00e7a. Isso resultou num aumento do n\u00famero de bailarinos profissionais, ao passo que amadores da corte foram deixados de lado. Em outras palavras,<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-large\"><p>a <em>Acad\u00e9mie Royale de Danse<\/em> contribuiu para a morte do bal\u00e9 de corte como recrea\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>No contexto pol\u00edtico, a Fran\u00e7a se tornou refer\u00eancia no ballet, mas os italianos ainda tinham o monop\u00f3lio da \u00f3pera. Buscando mudar esse cen\u00e1rio, Lu\u00eds XIV determinou a institui\u00e7\u00e3o da <em>Acad\u00e9mie de l&#8217;Op\u00e9ra<\/em>, que se tornou mais tarde a <em>Acad\u00e9mie Royale Musique<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A <em>Acad\u00e9mie Royale Musique<\/em> foi dirigida pelo bailarino e compositor <strong>Jean-Baptiste Lully<\/strong>, cujas grandes contribui\u00e7\u00f5es foram estabelecer uma rotina de aulas e ensaios e substituir os cortes\u00e3os por profissionais nos ballets.<\/p>\n\n\n\n<p>O ballet que marcou a despedida definitiva dos amadores de cena, por\u00e9m, foi o <em>Le Triomphe de l&#8217;Amour<\/em>, que tamb\u00e9m teve pela primeira vez a presen\u00e7a de mulheres encenando em teatro p\u00fablico. Uma das bailarinas foi <strong>Mademoiselle La Fontaine<\/strong>, primeira bailarina profissional e conhecida por compor seus pr\u00f3prios passos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro grande legado de Lu\u00eds XIV foi a cria\u00e7\u00e3o de uma escola de ballet, a atual <em>L&#8217;\u00e9cole de Danse de l&#8217;Op\u00e9ra de Paris<\/em>; a institui\u00e7\u00e3o de uma escola de dan\u00e7a impulsionou a sistematiza\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica do ballet. Nesse contexto, <strong>Pierre Beauchamps<\/strong> definiu as cinco posi\u00e7\u00f5es dos p\u00e9s e bra\u00e7os e tamb\u00e9m a nomenclatura do academicismo cl\u00e1ssico na l\u00edngua francesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra transforma\u00e7\u00e3o nessa \u00e9poca foi a gradativa substitui\u00e7\u00e3o da <em>belle danse<\/em> pelo <em>ballet d&#8217;action<\/em>. A <em>belle danse<\/em> era uma dan\u00e7a mec\u00e2nica e artificial dan\u00e7ada pelos nobres na corte. O <em>ballet d&#8217;action<\/em>, defendido por Jean-Georges Noverre e Gasparo Angiolini, buscava dar mais expressividade \u00e0 dan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A personifica\u00e7\u00e3o desse momento de mudan\u00e7a \u00e9 o bailarino Auguste Vestris que, al\u00e9m da sua versatilidade no palco, estabeleceu que os p\u00e9s deveriam abrir<em> en dehors<\/em> de 180 graus.<\/p>\n\n\n\n<p>No s\u00e9culo XIX, o ballet sofreu um momento de decl\u00ednio, visto que muitos bailarinos n\u00e3o conseguiam alcan\u00e7ar a excel\u00eancia do trabalho de Vestris. A partir de ent\u00e3o, uma nova transforma\u00e7\u00e3o no ensino do ballet aconteceu, com mudan\u00e7as no treinamento e no curr\u00edculo dos bailarinos. Hoje, o <em>Palais Garnier<\/em> ostenta grande reconhecimento internacional.<\/p>\n\n\n\n<h3>O m\u00e9todo Vaganova (escola russa)<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"795\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/agrippina-vaganova-1910-esmeralda-795x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-415\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/agrippina-vaganova-1910-esmeralda-795x1024.jpg 795w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/agrippina-vaganova-1910-esmeralda-233x300.jpg 233w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/agrippina-vaganova-1910-esmeralda-768x989.jpg 768w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/agrippina-vaganova-1910-esmeralda.jpg 957w\" sizes=\"(max-width: 795px) 100vw, 795px\" \/><figcaption>Agrippina Vaganova em <em>Esmeralda.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O ballet na R\u00fassia teve in\u00edcio com a importa\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de professores de origem italiana e francesa.<\/p>\n\n\n\n<p>O imperador russo Pedro, O Grande, buscava ocidentalizar a cultura russa. Assim, por meio da dan\u00e7a, mestres franceses e italianos iam \u00e0 R\u00fassia ensinar postura e modos apropriados \u00e0s crian\u00e7as da aristocracia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, foi no imp\u00e9rio de Anna Ivanovna que o ballet ganhou for\u00e7a no pa\u00eds. Com efeito, Ivanovna fundou a Academia Militar, na qual <strong>Jean-Baptiste Land\u00e9<\/strong> ensinava dan\u00e7a social e os princ\u00edpios da dan\u00e7a de palco dram\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho de Land\u00e9 na Academia Militar causou grande admira\u00e7\u00e3o da imperatriz, o que impulsionou a cria\u00e7\u00e3o de uma<strong> escola oficial de dan\u00e7a<\/strong> na R\u00fassia, a <em>Imperial Russian Ballet School<\/em>, hoje chamada <em>Vaganova Ballet Academy<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, filhos de servos com pelo menos 07 anos de idade ingressavam na escola. Os alunos deveriam permanecer l\u00e1 por 10 anos, enquanto o governo se responsabilizava pelos custos da institui\u00e7\u00e3o. As crian\u00e7as da aristocracia n\u00e3o foram escolhidas, j\u00e1 que suas fam\u00edlias ficariam escandalizadas por submeter seus filhos a grandes esfor\u00e7os e a uma disciplina de obedecer seus mestres.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1764, a imperatriz Catherine II fundou o<em> Orfanato de Moscou<\/em> e, em 1773, estabeleceu aulas de dan\u00e7a para os \u00f3rf\u00e3os nela residentes. Dessa institui\u00e7\u00e3o se originou o<em> Bolshoi Ballet Academy<\/em> e o <em><a href=\"https:\/\/balletempaginas.com\/en\/uma-escola-para-a-vida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bolshoi Ballet<\/a><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, em 1766, Catherine II tamb\u00e9m criou o <strong>Diret\u00f3rio dos Teatros Imperiais<\/strong>, que institu\u00eda tr\u00eas teatros p\u00fablicos em S\u00e3o Petersburgo, sendo um deles uma \u00f3pera e ballet franco-italianos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1801, o ballet russo foi renovado, gra\u00e7as ao mestre franc\u00eas <strong>Charles-Louis Didelot<\/strong>, convidado pelo imperador Alexandre I a dirigir o Teatro Imperial de S\u00e3o Petersburgo. Didelot criava uma din\u00e2mica coreogr\u00e1fica que permitia ao p\u00fablico ver a habilidade especial de cada bailarino.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a invas\u00e3o de Napole\u00e3o na R\u00fassia, Didelot foi para a Inglaterra. Ao retornar \u00e0 R\u00fassia, notou que o fervor patri\u00f3tico no pa\u00eds crescera consideravelmente, de modo que priorizou os bailados com temas russos. Seu trabalho produziu excelentes bailarinos, dentre eles a bailarina Maria Danilova, a melhor de sua \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros mestres franceses lecionaram na R\u00fassia, como<strong> Jules Perrot<\/strong> e <strong>Marius Petipa<\/strong>. Nesse per\u00edodo, ballets como <em>A Bela Adormecida<\/em> e <em>O Lago dos Cisnes<\/em> consagraram o ballet como uma arte da R\u00fassia imperial.<\/p>\n\n\n\n<p>Agrippina Vaganova cresceu na tradi\u00e7\u00e3o de Petipa e se graduou como bailarina, integrando o Ballet Imperial da R\u00fassia. Mesmo como bailarina, Vaganova sempre se interessou pela t\u00e9cnica do ballet. Pouco antes da Revolu\u00e7\u00e3o Russa de 1917, Vaganova decidiu se dedicar ao ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio de sua atua\u00e7\u00e3o como professora, Vaganova analisava cuidadosamente cada passo, a fim de preparar seus alunos para a dan\u00e7a cl\u00e1ssica. Sua neutralidade pol\u00edtica e sua adapta\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos franc\u00eas e italiano a al\u00e7aram ao cargo de diretora art\u00edstica do<em> Soviet Ballet<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Vaganova tinha 03 principais objetivos: 1) preservar os ballets de dan\u00e7a cl\u00e1ssica; 2) desenvolver jovens core\u00f3grafos e 3) promover jovens bailarinos. Em 1934, publicou o livro <em>Basic Principles of Classical Ballet<\/em>, registro de seu m\u00e9todo de ensino, cujo foco \u00e9 fortalecer o corpo e treinar os m\u00fasculos para a posi\u00e7\u00e3o correta do ballet. Com efeito, suas aulas tinham fundamentos na fisiologia que havia por tr\u00e1s da t\u00e9cnica cl\u00e1ssica.<\/p>\n\n\n\n<p>A escola Vaganova Ballet Academy formou bailarinos como <strong>Anna Pavlova, <a href=\"https:\/\/balletempaginas.com\/en\/rudolf-nureyev\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rudolf Nureyev<\/a>, Mikhail Baryshnikov<\/strong> e <strong>George Balanchine<\/strong>. N\u00e3o \u00e9 \u00e1 toa que, ainda hoje, a escola \u00e9 uma das institui\u00e7\u00f5es mais desejadas pelos estudantes que querem se tornar bailarinos profissionais.<\/p>\n\n\n\n<h3>O m\u00e9todo Royal Academy of Dance (escola inglesa)<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"268\" height=\"188\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/edouard-espinosa-e-alunas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-416\"\/><figcaption>Edouard Espinosa e alunas.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que ocorria no s\u00e9culo XVII na Fran\u00e7a, na It\u00e1lia e na R\u00fassia, o ballet n\u00e3o se desenvolvia na Inglaterra. O motivo, em especial, era o fato de que o ballet era considerado uma arte francesa e, num contexto geopol\u00edtico em que Fran\u00e7a e Inglaterra estavam em constantes disputas de poder, os ingleses n\u00e3o tinham interesse nos feitos de seus rivais hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, no s\u00e9culo XVIII, o mestre de dan\u00e7a John Weaver come\u00e7ou a mudar esse cen\u00e1rio. Conhecido como o<strong> pai da pantomima inglesa<\/strong>, Weaver incorporou a m\u00edmica e a narratividade \u00e0 cena de dan\u00e7a. Atento \u00e0s inova\u00e7\u00f5es que ocorriam na Fran\u00e7a, Weaver tamb\u00e9m traduziu o tratado <em>Choreographie<\/em> para o ingl\u00eas, tornando acess\u00edvel o sistema de Pierre Beauchamps aos bailarinos ingleses.<\/p>\n\n\n\n<p>Weaver almejava elevar o <em>status<\/em> de sua profiss\u00e3o, visto que a dan\u00e7a ainda era vista apenas como um exerc\u00edcio f\u00edsico, e n\u00e3o como uma arte. Nesse sentido, Weaver publicou uma carta a favor da dan\u00e7a na revista <em>The Spectator<\/em>, al\u00e9m de publicar tamb\u00e9m a obra <em>An Essay Towards na History of Dancing<\/em>, na qual enfatizou a qualidade de imita\u00e7\u00e3o na dan\u00e7a cl\u00e1ssica.<\/p>\n\n\n\n<p>No final dos s\u00e9culos XIX e XX, foram fundadas v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es de professores de dan\u00e7a, que buscavam regulamentar a profiss\u00e3o. Isso porque, nesse per\u00edodo, muitos desempregados se lan\u00e7aram como professores de dan\u00e7a sem ter a necess\u00e1ria qualifica\u00e7\u00e3o, de modo que o p\u00fablico leigo era facilmente enganado. Desse movimento, ent\u00e3o, surgiu a <em>Imperial Society of Dance Teachers<\/em>, existente at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, nesse mesmo contexto, o professor e bailarino <strong>Edouard Espinosa<\/strong> publicou um artigo na revista <em>Dancing Times<\/em> afirmando que o motivo da m\u00e1 qualidade do ballet na Inglaterra era a aus\u00eancia de uma escola estatal, o que gerou grande repercuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o plano de Espinosa n\u00e3o tenha sido colocado em pr\u00e1tica imediatamente devido \u00e0 Primeira Guerra Mundial, em 1920 um grupo de bailarinos e professores fundou a <em>The Association of Operatic Dancing of Great Britain<\/em> (AOD). Essa associa\u00e7\u00e3o criou um curr\u00edculo que demarcou a t\u00e9cnica de ballet inglesa, fruto de uma an\u00e1lise dos outros m\u00e9todos de dan\u00e7a existentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1928, a AOD conquistou o patronato da rainha Victoria Mary e, em 1936, o rei George V nomeou oficialmente a AOD com o t\u00edtulo de <em>Royal Academy of Dancing<\/em>, renomeada em 2001 <strong><em>Royal Academy of Dance<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2>Sobre a leitura<\/h2>\n\n\n\n<p>O livro j\u00e1 me conquistou pela capa. A imagem de uma <strong><a href=\"https:\/\/balletempaginas.com\/en\/livro-degas-o-pintor-das-bailarinas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bailarina de Degas<\/a><\/strong> \u00e9 suficiente para me chamar a aten\u00e7\u00e3o e querer abrir o livro.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"452\" height=\"640\" src=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/A-Estrela-Edgar-Degas-1877.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-417\" srcset=\"https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/A-Estrela-Edgar-Degas-1877.jpg 452w, https:\/\/balletempaginas.com\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/A-Estrela-Edgar-Degas-1877-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/><figcaption><em>Ballet<\/em>. Edgar Degas. 1877. Pastel sobre cart\u00e3o. Pintura em exposi\u00e7\u00e3o no <br>Museu d\u2019Orsay, em Paris.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O conte\u00fado do livro \u00e9 uma bel\u00edssima viagem pela hist\u00f3ria do ballet. A autora, que al\u00e9m de bailarina e core\u00f3grafa \u00e9 pesquisadora, foi muito perspicaz em transformar sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado na \u00e1rea da dan\u00e7a numa obra acess\u00edvel ao p\u00fablico em geral, uma das poucas existentes em l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada cap\u00edtulo do livro se aprofunda em um <strong>m\u00e9todo de ballet cl\u00e1ssico<\/strong>. A autora esclarece como a dan\u00e7a se desenvolveu dentro de cada contexto hist\u00f3rico e cultural, desde o s\u00e9culo XVI at\u00e9 os dias atuais. Durante a leitura, fica clara a rela\u00e7\u00e3o entre contexto pol\u00edtico e social com o desenvolvimento da arte.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, t\u00e3o interessante quanto entender a hist\u00f3ria \u00e9 conhecer os nomes que transformaram o ballet. Na obra, nomes como Enrico Cecchetti, Marius Petipa, Ga\u00e9tan Vestris, Carlo Blasis, Jean Georges Noverre e diversos outros s\u00e3o apresentados pela autora com maestria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em poucas palavras, \u00e9 uma leitura enriquecedora. Certamente esse ser\u00e1 meu mais novo livro de apoio, no qual poderei consultar com facilidade e rever cada per\u00edodo hist\u00f3rico de forma\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos de ballet.<\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00e3o dizer que \u00e9 perfeito, o livro cont\u00e9m alguns erros pontuais de portugu\u00eas. Apesar disso, o conte\u00fado se sobressai, por ser fruto de uma pesquisa muito bem feita e interessante.<\/p>\n\n\n\n<p>Recomendo a todos que tem vontade de aprender hist\u00f3ria e dan\u00e7a. Boa leitura!<\/p>\n\n\n\n<h2>Ficha t\u00e9cnica<\/h2>\n\n\n\n<p>T\u00edtulo: M\u00e9todos do bal\u00e9 cl\u00e1ssico<\/p>\n\n\n\n<p>Editora: CRV<\/p>\n\n\n\n<p>Ano: 2015<\/p>\n\n\n\n<p>Autora: Caroline Konzen Castro<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00famero de p\u00e1ginas: 190<\/p>\n\n\n\n<p>ISBN: 9788544403969<\/p>\n\n\n\n<p>Indispon\u00edvel em e-book at\u00e9 o momento<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro: &#8220;M\u00e9todos do bal\u00e9 cl\u00e1ssico&#8221;, de Caroline Konzen Castro Se voc\u00ea acompanhou os posts sobre o livro da Escola Bolshoi, viu que mencionei o m\u00e9todo Vaganova. Mas, afinal, o que \u00e9 um m\u00e9todo de ballet cl\u00e1ssico? 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